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Profissões inexistentes: que tipo de trabalhos as crianças terão no futuro?

Desde o início da minha vida profissional, uma das coisas que sempre observei foi a dificuldade de montar times altamente produtivos e competentes.

Não que nós sejamos improdutivos. Muito menos incompetentes. Acontece que nem sempre a nossa formação básica supre, digamos, o básico.

Há duas semanas, li um texto sobre como “profissionais que sabem escrever” estão se tornando unicórnios. Ou seja, está cada vez mais difícil achar pessoas com domínio da escrita.

Os vídeos podem estar aí, à vontade. Mas tudo, até mesmo os vídeos, são roteirizados e buscados por textos.

A conta dessas habilidades esquecidas no fundo do baú da educação são cobradas após os 18 anos. Ali começa a jornada de um destino duro e complicado para boa parte dos brasileiros.

70% das crianças trabalharão em profissões inexistentes. Mas que tipo de trabalhos terão?

Um post (março/2017) no twitter da EXAME dizia: “Cerca de 70% das crianças trabalharão em profissões que ainda não existem”, diz Paula Bellizia, presidente da Microsoft Brasil.

Acreditar, nós acreditamos. Profundamente. Afinal, há 30 anos atrás, como trabalhavam os profissionais que fazem algo próximo do que eu e você fazemos hoje?

A tecnologia veio, modificou tudo, mas não promoveu mudanças muito drásticas entre trabalhos mentais e braçais. E essa divisão define algo ainda mais pontual: remuneração.

Dificuldades na formação e o resultado

As próprias primeiras oportunidades de trabalho dependem dessa formação básica. Mesmo na contratação de estagiários e juniores.

Já experimentou passar instruções ou visões de negócios para aqueles cuja a instrução foi mais deficiente no período do ensino fundamental e médio? Essa dificuldade prévia é critério de seleção natural na vida prática.

Boa parte das vezes, nos conteúdos disponíveis, a visão de RH vem das médias ou grandes empresas que tem estes setores definidos. E a parcela com mais de 90% que forma o mercado, com suas micro e pequenas empresas?

Ali o dinheiro não é abundante. Contratar é difícil. E para formar “dentro de casa”, mais uma vez, é preciso ter gente com uma base educacional consistente, que será, literalmente, a base fundamental para que aquela mente se desenvolva ainda mais.

Por isso, antes de considerar que as crianças do futuro trabalharão em profissões diferentes, continuo questionando se esses trabalhos não passarão de mão de obra média e barata.

Sem premissas de partida iguais, até contratar ficar difícil.