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Humanas vs Exatas: quem ganha com essa segregação?

O medo de ser julgado faz a auto-rotulação

Dia vem, dia vai, os mesmos assuntos de sempre ressurgem entre nós. Às vezes como polêmicas, outras como memes, piadas ou falta de assunto. E nos últimos anos, esse duelo tosco entre #humanas vs. #exatas é um dos que (ainda) persistem, se reproduzindo em diferentes cordas vocais por aí.

Apesar do bom senso nos mostrar que piada tem data de validade, há quem tenha dificuldade em entender isso. É compreensível, ok. Mas na cabeça dos que estão chegando, prestes a escolher seus caminhos, só gera mais confusão e desinformação.

E como toda brincadeira tem um fundo de verdade… o que vemos é que a desigualdade do valor do conhecimento entre as pessoas se perpetua.

Essas divisões são péssimas. Se para um adulto isso já é difícil de ser compreendido, imagina para os mais novos.

Infelizmente, para muitas pessoas, assumir uma dificuldade é quase como gravar em sua mente que tentar aprender é inútil. Por vezes, é um decreto mental dizendo “sou incapaz”.

Se você é autoconfiante desde novo, não vai entender isso. Aliás, esse texto nem é para você. Mas experimente observar os que se auto-rotulam ao seu redor. (Se você é um vendedor, é possível que já tenha se aproveitado disso.)

Se tudo está interligado, por que segregar tanto?

E veja… não estamos falando de física nuclear, cálculos quânticos, neurologia ou algo específico, mas de atividades do mundo cotidiano que nos exigem visões das áreas ditas humanas, exatas e biológicas como peças complementares. Simplesmente, porque são assuntos que fazem parte da vida de todos nós.

É sobre pensar de forma integrada, sem desculpas de ser de “humanas” ou “exatas”. É sobre não ser o dono do saber na “sua área”. Afinal, uma área não existe sem a reflexão sobre a interconexão com a outra.

É natural e justo que nós, seres humanos, queiramos sempre nos diferenciar por conta de nossos saberes. Entretanto, sejamos mais inteligentes. Nossas diferenças precisam acontecer pelo pensamento integrado, não pelo segregado.

Afinal, um super-especialista em “humanas” ou “exatas” hiper-valorizado de hoje, pode ser um peso de papel amanhã.