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A informalidade entre pipocas, balas, biscoitos e uma linha vermelha

Na porta da ilha do #conhecimento há uma multidão. Sempre muito alertas, ao primeiro sinal de engarrafamento, aparecem com vários pacotes nas mãos. São pipocas doces (Frank ou Come Come), peles, biscoitos polvilho (nem sempre Globo), amendoins e bebidas. Preferencialmente refrigerantes.

Os ambulantes que brotam em busca de uma oportunidade

Em minutos, estão por todos os lados. Para muitos, pode até ser um traço cultural, folclórico. Mas a realidade é dura. São mais um reflexo dessa nossa avassaladora informalidade que persiste no 2º maior estado da federação brasileira. Especialmente na 3ª maior metrópole da América dita Latina.

Em busca de alimento rápido, motoristas entediados deixam um pouco de sua renda por ali. Sem nota fiscal, e algumas vezes sem chinelos, ali está o extremo da cadeia dos trabalhadores informais: os ambulantes.

Trabalhador ambulante na Linha Vermelha, Rio de Janeiro. Foto: Matheus Graciano © 2017
Trabalhador ambulante na Linha Vermelha, Rio de Janeiro. Foto: Matheus Graciano © 2017

Reforma trabalhista… mas qual é a sua especialidade mesmo, hein?

Aprovada em julho/2017, a reforma trabalhista pouco vai melhorar ou piorar a situação para essas pessoas. O nível dos empregos no #Rio só caiu. E pelo jeito, assim continuará por algum tempo.

Os empregos de mão-de-obra com curva de aprendizado menor evaporaram junto ao final das Olimpíadas RIO 2016. As obras pararam. E muitos dos trabalhadores que vieram de outros estados, hoje formam a densa massa de moradores de rua que povoam as ruas do estado.

Por outro lado, nossos potenciais — cultura e meio ambiente — ficam cada vez mais distantes dos investimentos. Ambas por falta de visão de nossos governantes, é claro. Mas, cá entre nós, não só dos gestores, mas também de quem os elege. Nós, eleitores, não cobramos atitudes. Sem falar que no cenário atual, onde o diálogo é tão rasteiro que ir votar no 2º turno é quase um suplício.

O setor cultural e os ativos ambientais são vocações do estado do Rio de Janeiro. Ambos contribuem para o aumento do turismo na região, o que para seus moradores tenderia a ser mais um catalisador de empregos.

Mas o que se vê, especialmente no caminho da Linha Vermelha, é uma desesperança profunda. A porta de entrada de uma das poucas cidades do mundo com dois cartões postais (Corcovado e Pão de Açúcar) não tem muito o que apresentar.

Ainda sim, após batermos no fundo do poço, o futuro é promissor. Comparado ao passado, aliás, sempre será. Infelizmente, as nossas mudanças vêm pelo colapso completo, como está sendo este 2017. Mas, ainda sim, o Rio de Janeiro tem tantos ativos, que não seria mais uma falência múltipla dos órgãos que faria esse estado não ressuscitar em breve.

Até porque, se quiser falar sobre Fênix, nós somos especialistas.