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Sim São Gonçalo: história, conceito e futuro

O ambiente

No início de 2012, o Facebook ainda era uma promessa no Brasil. Por aqui, ainda reinava o falecido Orkut. As promessas da bonanza brasileira frente a um mundo em crise econômica, pareciam se confirmar. O Rio de Janeiro, vindo de contínuas reputação nas décadas anteriores, ensaiava o triunfo, sendo sede da Copa do Mundo e das Olimpíadas 2016. Coincidência ou não, algumas empresas acharam uma boa voltar ao Rio. Entre elas, a agência de publicidade DM9. Na chegada à cidade, lançaram no Facebook a campanha “Sim, eu sou carioca”.

A ação não era nova. Na verdade, foi traduzida, pois já tinha rolava em outros lugares no mundo (yes, i am…). A aplicação com frases afirmativas que ressaltam o lado bom ou engraçado das coisas, funcionou. E se deu certo em tantos lugares, por que não daria para outra cidade?

Início

Em duas semanas, publiquei o que seria o “Sim, eu sou de São Gonçalo”. Pensei bastante na identidade visual antes de lançar o SIM. Diante dos problemas da cidade e da difícil tarefa de encontrar o “lado bom” da vida, ter um visual amigável e feliz foi fundamental para o sucesso da marca no início. Uma semana após o lançamento, no alvo! Já tínhamos 6 mil usuários fazendo parte daquela página/comunidade.

Trabalhar com uma tipografia que impusesse sua presença de forma suave foi um dos critérios, por exemplo. Uma das curiosidades nessa escolha, por mais meticulosa que possa parecer, foi selecionar uma família tipográfica onde a letra “i” tivesse o pingo redondo. Numa lógica onde a palavra “sim” se repetiria para sempre, ter um pingo quadrado, pelo menos para mim, seria uma trava na simpatia. Enfim… análises psicológicas com fundamentos intuitivos à parte, o uso das cores também seguiram a lógica. Elas refletem o clima da cidade, que apesar de todos os problemas, é solar como seus habitantes.

Marketing da cidade

Passado alguns meses, percebi que a “brincadeira” com os “SIMs” estava tomando outra proporção. Posso dizer que ali foi minha “escola de redação publicitária”. Em tempo real, escrevia e testava algumas técnicas recém-descobertas. Percebi que a seriedade dos fatos temperada humor davam o tom da comunicação, passando longe da “chatisse institucional” que as pessoas insistem em escrever quando o assunto reflete alguma seriedade. Vi ali a oportunidade de aplicar um pouco do que podemos chamar de “marketing de cidade”. De forma rasa, isso se resume a elevar o valor percebido da cidade.

A questão da história é que “marketing de cidade” se põe em prática quando todas as outras ações institucionais e estruturais já foram colocadas em prática, visando soluções. Bem… isso no mundo perfeito. São Gonçalo, como várias outras cidades brasileiras, passa por um problema que vai além: o desconhecimento de suas raízes.

A falta de autoconhecimento é visível no brasileiro. Boa parte das pessoas, além de não se conhecer emocionalmente, também desconhecem a história e os motivos que o fizeram estar no local onde moram. Intuitivamente, compreendi uma lógica: para os outros “de fora”, a cidade é um todo. Para o habitante, a comunicação mora na divisão do micro-territórios que compõem a cidade, também conhecidos como bairros.

Nesse cenário, as MARCAS DE BAIRRO foram fundamentais para aproximar o usuário do SIM São Gonçalo. Ele deixou de morar numa cidade com identidade amorfa para residir num bairro.

São Gonçalo está na 16ª posição dentre os mais de 5.500 municípios brasileiros, em termos de população, com mais de 1.000.000 de habitantes. A conclusão que se chega é que, quem mora em cidades grandes precisa enxergar ainda mais o valor de seu bairro para apoiar o movimento de valorização do todo. Inclusive, competindo com outros locais o título de “melhor bairro”, mostrando que a competição gera melhoramentos.

A mudança do SIM São Gonçalo e sua consolidação

A mudança do nome se deu ainda no primeiro ano. A fiz quando percebi duas dificuldades:

Memória

Falar “Sim eu sou de São Gonçalo” é trabalhoso, pois as pessoas paravam no meio, falando o restante com displicência;

Vergonha

Ter “eu sou” se tornou uma barreira. Nomes de cidades são marcas, naturalmente. Se uma marca não tem valor, você não vai querer se colar à ela? Tirar o “eu sou” ainda teve outro efeito positivo: agora podíamos dar um “sim” diretamente para a cidade, envolvendo o coletivo. Diminuíamos o fator “vergonha” que o indivíduo sentia e trazíamo à tona a valorização da cidade como um todo.

A partir daí, parti para a criação do site, que pretendia reunir as ideias positivas que construíssem um outro modo de pensar a cidade. Reunir as pessoas que estavam interessadas em contribuir foi fundamental para o crescimento do simsaogoncalo.com.br como ambiente de pensamento, em detrimento das frequentes reclamações que já conhecemos. O conceito é simples: reclamações devem ser feitas para órgãos públicos, nosso intuito é estimular e construir outros modos de pensar.

Futuro

Uma das metas de 2015 é crescer para além dos 30.000 usuários no Facebook, ganhando em escala e colaboração. Após 3 anos, o caminho é desenvolver cursos para produção de conteúdo. Uma escola de produção de informação local.

Escopo Estratégias de comunicação regional, branding, naming, identidade visual, planejamento de mídias sociais, ações promocionais, gerenciamento de anúncios, projeto editorial e desenvolvimento do site.

Site simsaogoncalo.com.br
Facebook facebook.com/simsaogoncalo
Twitter @simsaogoncalo
Instagram @simsaogoncalo

Ficha Técnica

Natureza do projeto: Social.
Equipe: Matheus Graciano, com a contribuição de Clarice Santos.
Ano: 2012 – atual.