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Na volta da monarquia, quem seria o Rei do Brasil?

Sempre que há uma instabilidade política, brasileiros e brasileiras se desesperam. Numa ânsia de resolver o mais rapidamente qualquer situação, começam a lançar todas as ideias que temos à mão. Mesmo com o plebiscito resolvido em 1993, já se falou em parlamentarismo, intervenção militar, anarquismo e, até mesmo, na velha monarquia.

Sabemos que de 2013 para cá, as coisas nunca mais foram as mesmas. E se em 4 anos tantas coisas mudaram assim, o que dizer dos quase 130 anos após a expulsão de Dom Pedro II do Brasil?

Família Imperial Brasileira no Rio de Janeiro
A Família Imperial reunida. Da esquerda para a direita: d. Antônio, em pé, princesa Isabel, sentada, tendo à sua frente d. Luís, sentado, d. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, e d. Augusto Leopoldo, ambos em pé; d. Pedro II, sentado, segurando um guarda-chuva, conde d’Eu, em pé, d. Teresa Cristina e d. Pedro Augusto, ambos sentados. Foto: Alberto Henschel. Data: 1887. Local: Rio de Janeiro: Jardim da chácara da marquesa de Itamaraty no Alto da Boa Vista, RJ – Brasil

Em meio a aparições nos meios de comunicação, reuniões de grupos pró-monarquia, há alguns assuntos pouco esclarecidos. Se muitos acham óbvio que, caso a monarquia voltasse, a família Orleans e Bragança deveria reassumir, eu insisto em perguntar:

Quem seria o Rei do Brasil?

Pelé, Roberto Carlos, Ronaldo Fenômeno, Romário, Xuxa ou Silvio Santos? São tantas opções divertidas que, se deixar, a lista só acaba amanhã.

Foto: Divulgação.

Ainda sim, esses personagens citados, de uma forma ou de outra, significam uma coisa: representatividade.

Desde 15 de novembro de 1889, no primeiro golpe militar, o Brasil saiu de pouco mais de 9 milhões de habitantes para os atuais 207 milhões. Além disso, vimos o país basicamente constituído de descendentes de portugueses, angolanos, guineenses e moçambicanos, ser transformado na primeira metade do século XX, com a imigração européia.

O Brasil atual, além de nada ter a ver com aquele, é fruto das mãos brasileiras pretas, japonesas, italianas e germânicas. Logo, onde se encaixaria uma família real com origem reconhecidamente portuguesa? Nem mesmo Portugal tem reis há tempos.

Representatividade, mesmo distante, só pode ser alcançada com democracia

Sabemos que o sistema político e eleitoral é rígido. Ainda sim, a democracia republicana é um meio de se alcançar uma representatividade máxima. Depois de, mesmo que parcialmente, termos acordado para os problemas sociais que temos, acreditar que outro sistema se adaptaria à realidade brasileira é algo fictício. Apenas uma nostalgia daquilo que não se viveu.

Inglaterra, Japão e Dinamarca são países de povos mais homogêneos. Nas Américas, é completamente o contrário. Nossa mistura pede múltiplas possibilidades de representatividade, apesar da mídia fazer de tudo para empurrar algumas figuras como “legitimamente brasileiras”. Inclusive com brasileiros que nem aqui moram.

Só uma eleição conseguiu eleger um Obama, alterando o padrão de representatividade de uma nação. Foto: Getty Images

As figuras de Reis e Rainhas podem ser interessantes. Mas pela diversidade do nosso povo, teríamos que ter pelo menos 5 monarcas coexistindo por aqui. Ainda sim, a impossibilidade de escolha seria muito entediante para o Brasil. E enquanto as eleições de 2018 não vierem, vivamos as emoções que nos aguardam nos próximos meses.